domingo, 8 de setembro de 2013

A indústria da mentira

por Domenico Losurdo

Na história da indústria da mentira, parte integrante do aparelho industrial militar, 1989 é um ano de viragem. Nicolae Ceausescu ainda está no poder na Roménia. Como derrubá-lo? Os meios de comunicação ocidentais difundem de modo maciço junto à população romena informação e imagens do "genocídio" cometido em Timisoara pela polícia por indicação de Ceausescu.

1. Os cadáveres mutilados 

O que acontecera na realidade? Beneficiando da análise de Debord sobre a "sociedade do espectáculo", um ilustre filósofo italiano (Giorgio Agamben) sintetizou de modo magistral a história de que aqui se trata:
"Pela primeira vez na história da humanidade, cadáveres sepultados ou alinhados sobre mesas das morgues foram desenterrados às pressas e torturados para simular frente às câmaras o genocídio que devia legitimar o novo regime. O que o mundo viu em directo como verdade real, no écran da televisão, era a não verdade absoluta. Embora a falsificação fosse óbvia, ela todavia era autenticada como verdadeira pelo sistema mundial dos media, porque estava claro que agora a verdade não era senão um momento do movimento necessário do falso. Assim, a verdade e a mentira tornaram-se indiscerníveis e o espectáculo legitimava-se unicamente mediante o espectáculo.

Timisoara é, neste sentido, a Auschwitz da sociedade do espectáculo:   e como já foi dito que depois de Auschwitz é impossível escrever e pensar como antes, da mesma forma, depois de Timisoara não será mais possível ver um écran de televisão do mesmo modo" (Agamben, 1996, p. 67).
No ano de 1989 a transição da sociedade do espectáculo para o espectáculo como técnica de guerra manifestou-se à escala planetária. Algumas semanas antes do golpe de Estado, ou seja, da "revolução Cinecittà" na Roménia (Fejtö 1994, p 263), a 17 de Novembro de 1989, a "revolução de veludo" triunfava em Praga agitando uma palavra de ordem de Gandhi: "Amor e Verdade". Na realidade, um papel decisivo coube à divulgação da notícia falsa de que um aluno fora "brutalmente assassinados" pela polícia. Vinte anos mais tarde, revela satisfeito um "jornalista e líder da dissidência, Jan Urban", protagonista da manipulação:  a sua "mentira" havia tido o mérito de suscitar a indignação em massa e o colapso de um regime já periclitante (Bilefsky 2009).

Algo semelhante acontece na China: em 08 de Abril de 1989 Hu Yaobang, secretário do PCC até há um par de anos, sofreu um enfarte durante uma reunião da Comissão Política e morreu uma semana depois. Para a multidão na Praça da Paz Celestial a sua morte está ligada ao duro conflito político verificado no decorrer naquela reunião (Domenach, Richer, 1995, p 550.), De qualquer modo ele se torna vítima do sistema que se tenta derrubar. Em todos os três casos, a invenção e a denúncia de um crime são chamados a suscitar a onda de indignação de que o movimento de revolta tem necessidade. Se se consegue o êxito completo na Checoslováquia e na Roménia (onde o regime socialista havia-se seguido ao avanço do Exército Vermelho), esta estratégia falhou na República Popular da China que brotou de uma grande revolução nacional e social. E aqui é que tal fracasso se torna o ponto de partida de uma nova e mais maciça guerra mediática, que é desencadeada por uma superpotência que não tolera rivais ou potenciais rivais e que ainda está em pleno desenvolvimento. Fica definido que o ponto da viragem histórica está em primeiro lugar em Timisoara, "a Auschwitz da sociedade do espectáculo".

2. A "anunciar bebés" e o corvo marinho 

domingo, 1 de setembro de 2013

FORAM OS SAUDITAS QUE ENTREGARAM ARMAS QUÍMICAS AOS REBELDES SÍRIOS


Foram os serviços secretos da Arábia Saudita, dirigidos pelo príncipe Bandar, que entregaram armas químicas ao grupo "Jabhat al-Nusra", ligado à Al-Qaeda. Este bando terrorista actua na Síria por conta da Arábia Saudita e com salários pagos pelos seus serviços secretos. 
A revelação está no sítio web da jornalista Silvia Cattori:

***


Syrian rebels “say Saudis gave them chemical weapons.”
An article published by Mint Press News, written by Dale Gavlak and Yahya Ababneh, reports that Syrians on the ground in Gouta and Damascus report chemical weapons were used by the rebels.
31 AUGUST 2013
The Mint Press website has apparently crashed under strain on its server but the article has been mirrored on anti-war.com.
According to the article, numerous interviews with doctors, Ghouta residents, rebel fighters and their families, reveal that many believe that certain rebels received chemical weapons via Saudi intelligence and were responsible for carrying out the gas attack.
The father of a rebel fighter who reportedly died during the attack said “My son came to me two weeks ago asking what I thought the weapons were that he had been asked to carry,” and described the weapons as having a “tube-like structure” while others were like a “huge gas bottle.”
A female rebel fighter reportedly complained, “They didn’t tell us what these arms were or how to use them, we didn’t know they were chemical weapons. We never imagined they were chemical weapons.”
A well-known rebel leader in Ghouta reportedly said “Jabhat al-Nusra militants do not cooperate with other rebels, except with fighting on the ground. They do not share secret information. They merely used some ordinary rebels to carry and operate this material. We were very curious about these arms. And unfortunately, some of the fighters handled the weapons improperly and set off the explosions.”

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ataque com armas químicas foi "trabalho grosseiro" da oposição síria

A Rússia declarou que, de acordo com informações de que dispõe, as armas químicas foram usadas (no dia 21 de agosto) pelos combatentes da oposição e não pelo regime de Bashar al-Assad. As acusações de que são alvo as tropas governamentais se baseiam em informações não confirmadas e a campanha agressiva da mídia regional e ocidental só confirma que se trata de "uma provocação planejada com antecedência", diz um comunicado especial do MRE russo. Não é a primeira vez que ocorrem provocações deste género.
É verdade que os combates continuam nos arredores a leste de Damasco, mas, segundo puderam verificar os diplomatas russos, o panorama dos acontecimentos apresentado deturpa completamente a situação.
"A verificação da credibilidade das reportagens das cadeias televisivas regionais", diz o comunicado do MRE, demonstrou o seguinte: "Ao princípio da manhã de 21 de agosto, esse bairro foi alvo, a partir das posições ocupadas pelos combatentes da oposição, do lançamento de um míssil de fabrico artesanal, idêntico ao que foi usado pelos terroristas no dia 19 de março do corrente ano em Khan al-Assal (perto de Aleppo), com uma substância química tóxica ainda por determinar."

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Grande Hotel, Beira. A piscina


Moçambique, boatos e mitos urbanos, e a tragédia. O linchamento do artista Alexandria


Já foi o 'Guiguisseca' dos anos '70 que aterrorizava Lourenço Marques. O 'Chupa-Sangue', depois, nos anos '80 e '90, e as redes de tráfico de orgãos. Entre a neblina e a teia de boatos e mitos urbanos, onde a verdade e o imaginário se misturam, chega esta nova onda dos 'engomadores' e 'engomados', falam em grupos que andam com ferros de engomar já aquecidos a marcar - a passar a ferro! - as suas vítimas.

Triturado nesta betoneira social e de grupos de vigilantes que se organizam para caçar os 'engomadores', o artista plástico Alexandria, também ele vigilante noutro grupo, foi linchado por populares agrupados noutro grupo de vigilância...

Transcreve-se do blog http://oficinadesociologia.blogspot.pt/

Segundo o "@Verdade" e uma fonte da "Rádio Moçambique" com quem contactei há momentos, foi sábado linchado na Matola o conhecido e renomado escultor Alexe Simões Ferreira (Alexandria), confundido com um malfeitor do "G20". Aqui. Confira também aqui aqui. Sobre o que se passa nos bairros periurbanos, aqui.
Comentário: uma tragédia sem fim. Paz à sua alma.
Adenda às 17:30: falarei um pouco disso mais logo, no jornal das 19:30 da "Rádio Moçambique".
Adenda 2 às 19:06: assassinado por membros de um grupo de patrulha, Alexandria fazia parte de outro grupo do mesmo género que fôra pedir auxílio a uma esquadra policial. Aqui.

Read more: http://oficinadesociologia.blogspot.pt/#ixzz2bwzuBODy



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O SWIFT e o mundo sob a vigilância do governo dos EUA e da banca



O mundo financeiro como sistema de informação 

O mundo contemporâneo das finanças é sobretudo acerca da informação, os dados sobre clientes de bancos, companhias de seguros, pensões e investimentos, bem como outras entidades que tratam de negócios financeiros, devem ser recolhidos, armazenados, processados e utilizados. As várias peças e informações esparsas de diferentes fontes são reunidas. No caso de indivíduos tudo se reduz a dinheiro, propriedade, trabalho, saúde, parentes e condições de vida. No caso de entidades legais a esfera de interesse abrange fundos e acordos de negócios, historial de crédito, investimentos planeados, principais líderes, accionistas e administradores, contratos, fundos de capital de companhias, etc. 

Estas são as coisas para as quais os bancos e outros agentes financeiros têm os seus próprios serviços. Além disso, as estruturas de informação incluem gabinetes de crédito, agências de classificação e informação especial. Alguns bancos ou firmas podem criar centrais (pools) de informação que armazenam a informação sobre clientes. Bancos centrais tornaram-se poderosas agências de informação, os quais executam funções de supervisão bancária, aproveitam o acesso praticamente ilimitado aos dados dos bancos comerciais. Além disso, alguns bancos centrais reúnem informação por sua própria iniciativa. 

O Banco da França, por exemplo, monitora empresas manufactureiras sob o pretexto da necessidade de aperfeiçoar sua política de crédito. Fluxos portentosos de informação financeira e comercial passam através de terminais de pagamentos, os quais são constituídos por sistemas de telecomunicações que transmitem dados. Sistemas de informação separados, mas estreitamente entrelaçados e inter-actuantes, fiscalizam vastas quantidades de fluxos de informação. 

O grosso dos bancos e companhias financeiras opera seus próprios serviços de segurança. Formalmente sua missão é proteger a informação, a qual é propriedade das empresas. Não oficialmente muitos serviços obtêm informação adicional acerca de clientes e rivais. Naturalmente isso pressupõe que efectuem actividades encobertas utilizando equipamento técnicos especial e inteligência humana (HUMINT). 

A informação recolhida é confidencial e exige procedimentos legais para a ela ter acesso. O facto de adquirirem informação confidencial e desfrutarem de independência significativa do estado traz os bancos mais perto de serviços secretos. Realmente, a cúpula da vigilância global da informação é operada em conjunto por bancos e serviços especiais. De facto, a fusão orgânica dos serviços especiais ocidentais e do sector financeiro e bancário aconteceu resultando num sombrio Leviatã gigante com vastos recursos financeiros e de informação para controlar todos os aspectos da vida humana. 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A China com passos de gigante no mercado de armamentos


in A China no mercado de armamentos - Notícias - Economia - Voz da Rússia
Entre os peritos militares a China foi durante muito tempo considerada exclusivamente como um país importador. É verdade que Pequim tinha tido uma breve experiência de exportações quando, nos anos 80, forneceu ao Iraque e ao Irã, que estavam em guerra, modelos soviéticos antigos de armas ligeiras e material pesado. Mas isso não podia ser considerado como exportações militares da China.
O salto qualitativo ocorreu há pouco tempo. Segundo o Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (SIPRI), em 2012, a China entrou inesperadamente no grupo dos líderes de exportações com vendas de 8,3 biliões de dólares, tendo ultrapassado o Reino Unido. Os números e os fatos foram verificados por outros centros e peritos. Tudo bateu certo, e não se tratava da revenda de armamento russo. A China, permanecendo como um dos grandes consumidores, se transformou simultaneamente num grande fornecedor de armamento e material. Como foi isso possível?

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Inversão da espada - por César Príncipe

Portugal, em mais de oito séculos, atravessou agudas crises de identidade nacional e de consolidação da independência. Três ciclos marcam o Livro Negro da Nacionalidade. Os dois primeiros têm calendário definido: 1383-1385/1580-1640. O terceiro iniciou-se em 2011. Portugal voltou a ficar intervencionado, manietado, tutelado. Desta vez, o inimigo dispensou o constrangimento da ocupação militar: recorreu à arma monetária. Nos períodos de sujeição aos ditames e vexames de Castela, coube às arraias miúdas e a certos elementos da nobreza e da burguesia levantar do chão o projecto nacional. Em textos subscritos nos últimos dois anos, tenho refocado as figuras do conde Andeiro, do bispo Martinho, do Mestre de Avis, do poboo meudo , episódios do cerco de Lisboa: a revolução de quatrocentos. Nesse regresso ao passado, tracei um paralelismo com a actual transferência dos centros de decisão, a quebra de soberania, o nosso status de protectorado, a nossa condição de garroteados pelo défice, pela dívida, pela penúria. Na continuação do relançamento deste olhar pela história, evocarei hoje um dos sustentáculos de Castela em Portugal no séc. XVII: a Casa dos Marqueses de Vila Real, progénie liderante da Corte de Trás-os-Montes. [1] Durante os preparativos da Restauração, houve quem pretendesse cortar pela raiz a árvore genealógica da Casa Grande, que urdira estreitos e fundos laços familiares e patrimoniais com o abocanhador peninsular e mantinha uma rede de cúmplices que, sediada em Vila Real, contava com personagens de relevo e influência, sobretudo a partir de Coimbra. No entanto, as emergências conspirativas e a pragmática conciliatória pouparam, na arrancada de 1640, este núcleo duro do filipismo. 

Vindicta cazpirreana 

No entanto, as afrontas desta ala vinham do séc. XIV. Então, João Afonso Telo de Meneses (c. 1330-1384), conde de Viana do Alentejo, empreendeu uma surtida em Penela, que lhe custou a cabeça na escaramuça com os aldeões: … o Conde de Viana, quando el Rei dom Fernando morreu, tomou logo voz por Castela e recebendo soldo de el Rei quando veio cercar Lisboa; e tendo-a assim por ele, saiu fora do lugar para tomar mantimentos contra vontade de seus donos, como os seus haviam em costume, e levando consigo uns quarenta de cavalo, sem outros peões nem besteiros, juntaram-se contra ele os das aldeias e comarca de arredor para lhos defender, todos pé terra; e embrulharam-se eles com eles, arremessaram-lhe o cavalo e caiu com ele em terra; e foi um vilão rijamente, que chamavam de alcunha Cazpirre, e cortou-lhe a cabeça e assim morreu; e os seus como o viram morto fugiram todos e os da vila tomaram voz por Portugal e assim a tinham então. [2] 


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ciganos não respeitam as leis francesas


Ciganos não respeitam as leis francesas
© EPA
Na França, com a falta de notícias no verão, a "questão cigana" tradicionalmente entra nas primeiras páginas dos jornais franceses. Neste ano o round dos debates foi iniciado pelo prefeito da cidade de Cholet (departamento de Eure-et-Loir), Gilles Bourdouleix. O prefeito foi ao acampamento de ciganos, que eles ergueram ilegalmente em território particular e pediu que saíssem. Começou uma discussão e como resultado o prefeito chegou a dizer: "Parece que Hitler não matou suficientes ciganos".

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Lourenço Marques, em torno da Praça 7 de Março





Um conto do 'paraíso perdido' - Malhangalene, anos 60/70



O Paraíso perdido - Uma singela homenagem a Moçambique


- Zé, ficas aqui na Pensão da Dona Cidália, que é da nossa aldeia lá de Trás-os-Montes, e é muito nossa amiga…

- Claro, Sr. Luís, o rapaz fica aqui muito bem, somos praticamente da mesma família…

Anoitecia calmamente naquele pacato bairro da Malhangalene, o horizonte  pintado  de  vermelho,  nem  uma  brisa  de  ar  naquele Outono de 1970… no ar, o aroma da terra seca e do capim que por ali havia nas bordas dos canteiros e dos quintais daquelas vivendas e prédios de dois andares que faziam o bairro parecer um pouco como as ruas de uma qualquer vila de Portugal.

Dois meses antes eu tinha voado pela primeira vez para regressar a Moçambique, após três anos em Portugal onde tinha feito o ciclo preparatório na Escola Industrial de Vila Real. A excitação de reencontrar a minha terra e os meus pais era enorme. Por muito que gostasse dos meus avós lá da aldeia, Moçambique era algo diferente... era outro mundo, e foi com enorme satisfação que voltei a sentir o chamamento da terra africana, que me corria nas veias… Moçambique tem um encanto especial nas suas gentes naturais misturadas com as gentes da Índia, da China, de Portugal, as influências árabes… o aroma das especiarias a espreitar a cada esquina, o cheiro da terra num dia de verão após uma trovoada…

Dias antes tínhamos viajado do Alto Changane onde os meus pais viviam, um local isolado no tempo e no espaço, mas belo, muito belo, e que tinha dois nomes, como muitas das localidades moçambicanas do  império  português;  ali  era  a  Vila  Gomes  da Costa,  com  direito  a  monumento  identificador  e  tudo,  mas  a verdade é que nem o Chefe de Posto lhe chamava assim. Para todos, era o Alto Changane, e pronto. Alto, porque o local é um mini planalto, Changane porque o rio escondido por ali passa... um rio que não se vê, mas quando aparece, no tempo das cheias, tem 15km de largura…
Mal cheguei, fiquei de imediato agarrado àquele lugar, e após tantos anos e tantas revoluções, ainda guardo no meu coração como um dos lugares do passado onde fui muito feliz. Ali cresci e me fiz homem, entre as idas e vindas de Lourenço Marques, onde estudava na Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque.
Se a cativante cidade de cimento e acácias em flor era tudo excitação, mistério e novidade, no mato era o retorno ao sossego e ao total relaxamento, só possíveis em terras africanas. Tudo se passava em ritmo lento, os dias eram enormes mas nada chatos, “stress” era ainda uma palavra desconhecida por aqueles lugares. Era a minha África, a minha verdadeira natureza.

Aqui, era o 'Rossio' de Lourenço Marques

O cruzamento da Av. da República com a D. Luis, o Continental e o Scala


a esplanada do Continental

Usuários da Internet poderão acionar bomba nuclear - Notícias - Mundo insólito - Voz da Rússia


Usuários da Internet poderão acionar bomba nuclear - Notícias - Mundo insólito - Voz da Rússia

Na Internet, apareceu um site que permite modelar um bombardeamento nuclear e ver suas consequências nos mapas via satélite do Google
A aplicação web mostra convincentemente a potência da explosão e as consequências do emprego de uma ou outra bomba.
O simulador do “botão vermelho” chama-se NukeMap3D e, para poder funcionar, precisa de ser instalado no navegador o plugin Google Earth.

O usuário pode escolher o local da explosão, a potência da bomba (no anexo há uma lista de projéteis realmente existentes) e carregar no botão, para ver a área do território afetado. O NukeMap3D calcula também o número aproximado de vítimas e feridos, informa Vesti.Ru.
 O leque de bombas é enorme: desde as relativamente fracas até à AN602 soviética, de 71 megatons, batizada de “Tsar Bomba”, desenvolvida nos inícios da década de 1960 e testada na ilha de Nova Zemlia. A escala das destruições causadas por tais “monstros”, assombra. É melhor acionar o simulador escolhendo o local e o ponto de observação. Só assim poder-se-á imaginar a força de tais armas.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_07_28/Bombardeamento-nuclear-ja-acessivel-para-cada-utente-da-Internet-1802/


domingo, 28 de julho de 2013

Os carros eléctricos de Lourenço Marques - fotos


do mesmo site anteriormente citado http://ehgarde.planetaclix.pt/mocambique/eletricos/tramlm.htm
transponho os links para as diversas galerias de fotos.

Ordenada como se de uma viagem de tramway se tratasse, clicando nas imagem reduzidas, surgirão as páginas onde aparecem as fotos em maiores dimensões e com as adequadas legendas. - Boa viagem!

Os carros eléctricos de Lourenço Marques - os 'xigurugurus'




As fotos que nos chegaram até hoje dos tramways de Lourenço Marques - felizmente em número considerável, o que nos ilustra razoavelmente bem a sua passagem pela cidade - mostram-nos, na sua maior parte, na baixa da cidade: entre a Pç. Azeredo, o terminus principal, e a Avenida 5 de Outubro, esta no topo norte da Avenida Aguiar.
Outras, mais esparsas, mostram principalmente as instalações fixas (carris e fio aéreo) pelo restante da cidade; aqui as imagens dos tramways são em muito menor número, principalmente para o seu lado ocidental.


*

Apesar de, em 1891, a Câmara Municipal aprovar a concessão de transportes urbanos por meio de vapor ou electricidade, podendo utilizar também a tracção animal, tal realidade não é concretizada e só em 1900 é que surgem acções no sentido de dotar Lourenço Marques de uma rede de transportes públicos movidos a eletricidade - à semelhança do que já existe no Porto e se instala em Lisboa, em Johannesburg, e noutras cidades evoluídas pelo mundo afora.

De facto, Lourenço Marques passa, nestes anos, por uma grande evolução - depois de ser elevada a vila em 1876, apenas se conserva nesse estatuto por 11 anos: em 10 de novembro de 1887 é elevada à condição de cidade e em 1898 passa a capital da Província de Moçambique. E em 1895 tem ligações ferroviárias regulares com a União Sul-Africana, aumentando o tráfego do seu já movimentado Porto, entretanto já um dos principais da África Austral. A cidade expande-se para norte e noroeste e apenas existem transportes privados e de características individuais: o rickshaw, por exemplo.

Depois de um processo algo sinuoso e muito pouco transparente, é apenas em 1903 que se realizam os trabalhos de assentamento de via (métrica), instalação da rede aérea (550V CC), construção da Estação Geradora de Energia Elétrica (875kW, a qual passa também a abastecer o Porto e os Caminhos de Ferro), etc., sob a égide da recém-criada, em Londres, The Delagoa Bay Development Corporation Limited. No final desse ano são feitas as primeiras experiências com os carros. Estes são fabricados também em Inglaterra, por G. F. Milnes e, à semelhança de outras encomendas feitas para redes de países com forte influência britânica, são construídos com dois andares, sendo o superior descoberto e destinados aos passageiros africanos e asiáticos. Porém, não há registos escritos desta configuração ter sido usada em Lourenço Marques.

A inauguração do sistema ocorre em 15 de Fevereiro de 1904 - e o serviço regular de passageiros começa às 7h00 da manhã do dia seguinte. Neste dia são vendidos 7000 bilhetes nos 5 carros que circulam ininterruptamente durante todo o dia, até à meia-noite. «Apesar do enorme movimento na cidade baixa, principalmente à noite e de todos se quererem aproveitar dos carros onde à tarde se tornava difícil o ingresso, não houve o mais pequeno incidente, sendo para louvar o serviço do pessoal que o dirige.», escreve o jornal local O Futuro na sua edição de 20 de Fevereiro.

sábado, 27 de julho de 2013

Somali pirates moving south - Daily News | News | IOL.co.za

Somali pirates moving south - Daily News | News | IOL.co.za

Somali pirates moving south - July 16 2013 at 08:58am
By DAILY NEWS REPORTER / ND Piracy BC

It was only a matter of time before Somali-based pirates and al-Qaeda made their way to South Africa, delegates at a maritime conference in Durban were told.

Herman van Niekerk, operations director of Maritime Risk Solutions, a private maritime security company involved in anti-piracy operations, said this yesterday at a Maritime Counter-Piracy Offensive Masterclass.

The conference was attended by anti-piracy experts, including delegates from Angola, Kenya, Ghana, Tanzania and Denmark.

“No one knows how long it will take, but it is going to happen.”

The masterclass, which aims to come up with anti-piracy solutions to send to the International Maritime Organisation, was told by counter-terrorism specialist, Dr Denise Bjorkman, that the money generated from piracy was used to fund terrorism and that the terrorism link was evolving.

“Al-Qaeda could piggy back on piracy activity and adopt piracy tactics to take a ship and sink it,” she said, adding that while al-Qaeda threatened an economic blockade off the Gulf of Aden, they lacked the capacity for now.

Somali piracy was probably the largest maritime threat since World War II, she said.

Van Niekerk said al-Qaeda was moving down the east coast of Africa. He suspected they would hide in Madagascar and get into Mozambique by befriending opposition party Renamo, unhappy with the ruling Frelimo.

“And they are then on our doorstep and the next thing is Kosi Bay,” he said.

Van Niekerk said the Somali pirates and al-Qaeda were “birds of a feather” and were connected at leadership, rather than operational level.

“They have cannon fodder,” he said.

Giving an insight into piracy countermeasures, Van Niekerk said one method of fortifying ships was to ring ships with razor wire.

“But you can’t come into Durban port with it on.”

Retired SA Navy Captain Johan Potgieter, a senior researcher in conflict management and peace-building division at the Institute For Security Studies, said while piracy was decreasing in East Africa, there was a “drastic” increase in West Africa.

He said in West Africa, instead of hijacking tankers and ransoming the crew, pirates hijacked tankers and stole the oil and let the tankers go. They also hijacked fishing trawlers and sold off the fish.

Potgieter said countries needed to share information and make brave decisions to protect what was theirs.

He believed South Africa needed more maritime aircraft as well as shore-based over-the-horizon maritime radar with a range of 250 nautical miles.

MISSA LUBA (lista de reprodução)

Filme moçambicano 'Virgem Margarida' - trailer

Daniel Roxo - O Fantasma da Floresta

Daniel Francisco Roxo


Phantom of the Forest/O Fantasma da Floresta
http://theywerebornwarriors.blogspot.pt/2013/01/daniel-francisco-roxo.html

Finche c'e guerra c'e speranza -Film completo italiano -Alberto Sordi

♫♥ Mocidade Portuguesa ♥♫

Rádio Clube de Moçambique

Angola, do outro lado do tempo


segunda-feira, 3 de junho de 2013

PAINEL SOBRE MOÇAMBIQUE
In “Memórias da Revolução; Portugal 1974-1975” de Manuel Amaro Bernardo - Tenente General Sousa Meneses

ver AQUI 



Orlando Cristina e Jorge Jardim

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Franklin Boukaka est un poète et artiste engagé, originaire du Congo Brazzaville, Né à Brazzaville le 10 Octobre 1940, il a été tué lors du Coup d' Etat de Monsieur Ange Diawara en 1972